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 Livro reúne defensores sobre justiça climática

Livro destaca atuação da Defensoria na COP30

Defensores do Amazonas têm artigos publicados em obra nacional sobre justiça climática

Lançamento da publicação acontece no dia 9 de junho, no Museu da Amazônia, com participação de representantes da Defensoria Pública de seis estados

A atuação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) na promoção da justiça climática e na defesa de populações em situação de vulnerabilidade ganha destaque no lançamento da obra coletiva “A Participação da Defensoria Pública na COP30” e da Carta da Defensoria Pública por Justiça Socioambiental e Climática. A publicação reúne artigos de defensores públicos, entre eles quatro do Amazonas, e será lançada na terça-feira (9/5), no Museu da Amazônia (Musa), localizado na Avenida Margarita, 6305, bairro Jorge Teixeira, em Manaus.

A obra é resultado de uma articulação do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), em parceria com a Defensoria Pública do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro. A publicação reúne artigos, relatos de experiência, resenhas e conteúdos audiovisuais produzidos a partir da participação das instituições na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA). 

De acordo com o Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, a Defensoria levou ao debate internacional experiências institucionais e uma visão comprometida com a integração entre direitos humanos, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável e isso está refletido na obra coletiva.  

“A participação da Defensoria Pública do Brasil na COP 30 representa um marco histórico para a Instituição e para a defesa dos direitos das populações mais vulneráveis frente à crise climática. Esta obra coletiva reúne o pensamento jurídico de defensores e defensoras de todo o País, consolidando o papel da Defensoria como voz ativa nos debates sobre direito ambiental e justiça climática no cenário internacional”, destacou.  

Atuação do Amazonas presente na obra

O conteúdo produzido servirá como instrumento de compartilhamento de conhecimento e experiências com organismos nacionais e internacionais voltados à promoção da justiça climática e dos direitos humanos.   

No artigo assinado pelo Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, e pelo defensor público e titular do Núcleo Especializado em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEIC), Carlos Almeida, o projeto “Cinturão Verde” é o destaque. O modelo busca garantir segurança fundiária para pequenos produtores e sustentabilidade ambiental, além de poder ser replicado em outras regiões, atendendo tanto à função social da propriedade quanto à função ecológica da região.    

“A ideia de uma ação estruturante da Defensoria Pública, como é o projeto ‘Cinturão Verde’, precisa ser debatida ao máximo. A publicação deste livro permite que a compreensão da Instituição enquanto também promotora de Políticas Sociais venha a ganhar cada vez mais corpo no ordenamento jurídico”, pontuou Carlos Almeida.

“Falar da importância desse projeto para a Amazônia é algo fundamental e o relato do que se realizou na COP30 é peça essencial numa crescente de reafirmação institucional”, acrescentou o defensor público.    

À frente do artigo “Cuidar da floresta e de seus povos: A Defensoria Pública do Amazonas no mutirão global do clima”, as defensoras Daniele Fernandes e Isabela Sales destacaram os trabalhos desenvolvidos pela Instituição na defesa dos povos indígenas e comunidades tradicionais do Amazonas.  

“Pontuamos no artigo as vulnerabilidades encontradas durante as ações de atendimentos realizadas no interior do estado, sobretudo as que envolvem a população indígena e tradicional. Um dos destaques foi a relação entre a conservação ambiental e justiça social, que precisam caminhar juntas”, ressaltou Daniele Fernandes.  

Com o tema “A dignidade linguística e o acesso à justiça dos povos indígenas: A experiência da Defensoria Pública do Amazonas com a etnia Ticuna-Magüta”, os defensores públicos Vinicius Mariani e Luisa Lana dissertaram sobre reconhecimento da língua indígena como direito fundamental e ferramenta essencial para o acesso efetivo à justiça e preservação do meio ambiente.  

“Nós temos hoje 80% da biodiversidade mundial localizada em territórios ocupados por populações originárias. À medida que o Estado, através do reconhecimento linguístico, viabiliza esse acesso à justiça, ele permite que os povos originários reconheçam e defendam seus direitos”, falou Luisa Lana.  

Texto: Camila Andrade 

Fotos: Divulgação/DPE-AM 

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