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Regulamentação reforça autoria humana em trabalhos científicos

Autoria humana continua obrigatória em pesquisas com IA

Novas regras exigem transparência no uso de Inteligência Artificial na pesquisa, normas reforçam autoria humana, integridade acadêmica e proteção de dados no uso de tecnologias


O avanço da Inteligência Artificial (IA) na produção científica levou órgãos federais a definirem, em 2026, novas regras para orientar o uso da tecnologia no ambiente acadêmico brasileiro. As diretrizes, publicadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estabelecem critérios mais rigorosos de transparência, ética e responsabilidade para pesquisadores e instituições de ciência e tecnologia.


A regulamentação responde à crescente adoção de sistemas de Inteligência Artificial, especialmente os de IA generativa, capazes de apoiar desde a redação de textos até a análise de grandes volumes de dados. Embora reconheçam o potencial dessas ferramentas para acelerar a produção científica, os órgãos reforçam que seu uso não pode comprometer a autoria intelectual nem a confiabilidade dos resultados.

Para instituições como o Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, as novas diretrizes ampliam o foco na formalização de práticas e no controle do uso de IA em pesquisas.


Segundo Rayol Neto, especialista em Inteligência Artificial do Sidia, a regulamentação amplia o conceito de integridade científica e exige maior rigor na condução das atividades de pesquisa.


“A nova norma envolve todos os agentes da pesquisa e traz um olhar mais atento para a transparência na autoria, na gestão de dados e no uso de ferramentas de Inteligência Artificial. Na prática, isso significa documentar como a IA foi utilizada, garantir revisão humana e sinalizar corretamente sua participação nos resultados científicos”, explica.


Além disso, a norma estabelece que conteúdos gerados por IA não podem ser apresentados como de autoria humana. Mesmo quando utilizada como apoio, a responsabilidade pelo material final permanece integralmente com o pesquisador.


No campo educacional, o MEC também publicou um referencial orientador que se estende à pós-graduação e à pesquisa científica, destacando que a Inteligência Artificial deve ser utilizada sob supervisão humana e com atenção a riscos como vieses algorítmicos, direitos autorais e proteção de dados.


Proteção de dados- A regulamentação também reforça cuidados importantes no uso de IA em pesquisa aplicada, especialmente no que diz respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Entre os principais pontos de atenção estão a obtenção de consentimento claro dos participantes para uso de dados em sistemas de IA, o envio apenas das informações estritamente necessárias, a anonimização de dados pessoais e a manutenção de registros que permitam atender aos direitos dos   titulares.

Para o Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, a adoção responsável da Inteligência Artificial é um elemento central na condução de projetos de pesquisa e inovação. O instituto vem incorporando as diretrizes de transparência, ética e proteção de dados em suas práticas, alinhando o desenvolvimento de soluções tecnológicas às exigências regulatórias e às boas práticas da produção científica.

Sobre o Sidia

Fundado em 2003, o Sidia é um dos maiores institutos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Brasil. O instituto possui duas unidades em Manaus (AM), uma em Porto Velho (RO) e outra em São Paulo (SP), atuando no desenvolvimento de tecnologias de ponta em áreas como software, telecomunicações (5G e 6G), TV Digital, saúde, imersão (AR, VR e XR), Indústria 4.0 e segurança cibernética. O Sidia conta com mais de 1.000 profissionais, infraestrutura moderna e laboratórios de referência internacional. Saiba mais em www.sidia.com.

Foto: Divulgação 
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