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Aumento da energia no Amazonas cai de 23% para 3,8% após ação no Senado

Eduardo Braga atua para reduzir aumento da conta de luz no Amazonas

Atuação de Eduardo Braga deve conter aumento abusivo na conta de luz no Amazonas

Uma articulação liderada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) deve conter o aumento abusivo da tarifa de energia elétrica no Amazonas. Inicialmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) previa um aumento de 23,21%, mas, após a intervenção do parlamentar, o índice deve ser fixado em 3,80% para os consumidores do Grupo B, que representam aproximadamente 99% dos usuários do estado.

A decisão final sobre o percentual de reajuste será anunciada nesta terça-feira (19/05) após reunião da Diretoria Colegiada da ANEEL. 

O recuo nos índices foi possível após Braga enviar um ofício à diretoria da ANEEL, em 1º de abril de 2026, cobrando a aplicação imediata de mecanismos de modicidade tarifária previstos nas leis resultantes da reforma do setor elétrico. Como relator dessas matérias no Congresso Nacional, o senador viabilizou a utilização de recursos do Uso de Bem Público (UBP) para abater os custos da energia nas regiões abrangidas pela SUDAM (Amazônia) e SUDENE (Nordeste).

De acordo com informações da agência reguladora, foram garantidos R$ 735 milhões em recursos de UBP especificamente para o Amazonas. O montante atende ao pleito de Braga para que o reajuste fosse inferior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é de 3,81%.

O embasamento legal foi incluído pelo senador Braga em uma emenda na Lei nº 15.235/2025 que obriga a inclusão de benefícios fiscais da Sudam e Sudene no cálculo do capital das distribuidoras, o que reduz diretamente o peso da tarifa para o consumidor final.

Essa estratégia regulatória já demonstrou eficácia em outros estados da região Norte. Recentemente, a ANEEL aplicou critérios similares no Amapá, onde a antecipação de R$ 201 milhões em recursos de UBP permitiu que um reajuste previsto de 24,52% fosse revertido para um “impacto zero” (0,01%) aos consumidores residenciais.

Se aprovado nos termos acordados, os novos valores passarão a vigorar a partir do dia 26 de maio. Para Eduardo Braga, a medida é uma questão de “justiça tarifária”, evitando que a população seja sobrecarregada por aumentos incompatíveis com a realidade econômica regional.

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