Familiares de pacientes cobram explicações após suspensão de alimentação no Hospital Tropical
Familiares de pacientes afirmam que café da manhã e almoço dos acompanhantes foram suspensos e atribuem a medida à falta de repasses do Estado
A falta de pagamento a fornecedores da secretaria de saúde do Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) atinge agora a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), localizada no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Acompanhantes de pacientes internados denunciaram nesta segunda-feira (13) a suspensão das refeições destinadas aos familiares que permanecem na unidade acompanhando os pacientes.
Segundo os relatos, o café da manhã dos acompanhantes foi suspenso e o almoço também deixou de ser servido. Os denunciantes afirmam ainda que a alimentação dos funcionários teria sido interrompida, permanecendo o fornecimento apenas para os pacientes e, em alguns casos, para acompanhantes vindos do interior do Estado.
“Nós estamos aqui na frente da portaria do Hospital Tropical. Fomos surpreendidos hoje com a notícia de que está sendo suspenso o almoço dos acompanhantes, está sendo suspenso o café”, relatou um dos acompanhantes.
De acordo com a denúncia, a interrupção do serviço estaria relacionada à falta de repasses financeiros do Governo do Amazonas à empresa responsável pelo fornecimento das refeições. Os acompanhantes afirmam que o refeitório da unidade deixou de funcionar para o público em geral e passou a atender somente pacientes e parte dos acompanhantes.
“Tudo isso é porque o Governo do Estado do Amazonas não está passando a verba para a empresa que fornece a refeição aqui. Tanto é que o refeitório já está fechado”, afirmou um dos acompanhantes.
Os familiares também relatam dificuldades para garantir a própria alimentação durante o período em que permanecem no hospital. Segundo eles, muitos acompanham parentes em tratamento e não possuem condições financeiras para arcar com as refeições por conta própria.
“Isso não pode acontecer, porque nós não somos cuidadores profissionais. Nós somos parentes. A gente não recebe para estar cuidando das pessoas”, desabafou um acompanhante.
Até o momento a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) não manifestou sobre o caso.
Share this content:



Publicar comentário