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Ranking global mostra Brasil entre os países com internet mais rápida

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Brasil registra velocidades de download acima da média mundial e 60% do serviço é fornecido por empresas de pequeno e médio porte

Brasil alcançou a 26ª posição entre 153 países no ranking global de velocidade de banda larga fixa do Speedtest Global Index. Em março, a velocidade média de download no país chegou a 221,53 Mbps (mais que o dobro da média mundial, de 120,52 Mbps) e superou, com ampla vantagem, países vizinhos, como o México (104,25 Mbps), além de economias de porte semelhante, como Itália (117,11 Mbps) e Alemanha (103,72 Mbps).

Outro dado que chama atenção no estudo é a forte presença de provedores regionais no mercado brasileiro. Atualmente, quase 60% da banda larga fixa no país é fornecida por empresas de pequeno e médio porte, cenário que contrasta com o observado na maior parte do mundo, onde o setor costuma ser concentrado em poucas grandes operadoras.

Segundo a Ookla, empresa especializada em avaliar a qualidade da banda larga fixa e/ou móvel por meio de metodologias de crowdsourcing, o crescimento desse segmento é resultado de um marco regulatório deliberadamente estruturado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações.

“Estamos provando que um marco regulatório moderno e menos burocrático é a melhor ferramenta para universalizar o acesso digital e colocar o Brasil na vanguarda da economia tecnológica global. O modelo adotado no Brasil e implementado pela Anatel, a partir das políticas públicas propostas pelo Ministério das Comunicações, pode servir de base para outros países”, ressalta o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Segundo a Anatel, entre as medidas regulatórias que contribuem para esses dados positivos estão a ampla desoneração regulatória para os provedores de pequeno porte; a criação do Plano Geral de Metas de Competição; e as revisões do Regulamento Geral de Interconexão e do Regulamento de Compartilhamento de Infraestrutura de Suporte à Prestação de Serviço de Telecomunicações, que tornaram a dinâmica de compartilhamento menos burocratizada e mais alinhada aos interesses das partes.

“Ressalta-se, ainda, a formação do Comitê de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações de Pequeno Porte junto à Anatel, criado para assessorar e subsidiar o Conselho Diretor da Agência em temas relacionados aos interesses das prestadoras de pequeno porte. O comitê também pode propor aprimoramentos na regulamentação setorial e medidas de estímulo à prestação de serviços por essas empresas”, detalha o superintendente de Competição da Anatel, José Borges.

De acordo com a Ookla, os resultados mostram que os provedores brasileiros de internet fixa ainda possuem amplo espaço para crescimento e expansão. O setor deve continuar avançando à medida que tecnologias mais antigas, baseadas em cobre e cabo, forem substituídas por conexões de fibra óptica mais eficientes, além da ampliação da cobertura para novas localidades.
No segmento móvel, a velocidade média de download brasileira é de 265,79 Mbps, colocando o país em 5º lugar no ranking mundial de velocidade de internet, à frente de países como Estados Unidos (10º lugar), China (26º) e França (28º).

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