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CNI pede preservação dos incentivos da Zona Franca, mas Receita mantém decisão

CNI defende incentivos da Zona Franca

CNI defende manutenção de incentivos da Zona Franca de Manaus, mas Receita Federal mantém novo entendimento

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) solicitou à Receita Federal a preservação integral dos incentivos fiscais aplicados às operações destinadas à Zona Franca de Manaus (ZFM). No entanto, o órgão manteve o entendimento de que determinados benefícios tributários também serão alcançados pela redução linear prevista na nova legislação fiscal, o que pode impactar empresas que comercializam produtos para o Polo Industrial de Manaus.

A discussão envolve a interpretação da Nota Cosit/Sutri/RFB nº 141/2026, publicada pela Receita Federal para esclarecer a aplicação das novas regras sobre incentivos fiscais federais após as mudanças promovidas pela reforma tributária.

CNI defendeu a preservação dos benefícios

No pedido encaminhado à Receita, a CNI argumentou que as operações destinadas à Zona Franca de Manaus deveriam permanecer integralmente protegidas das reduções previstas para incentivos fiscais federais.

Segundo a entidade, a manutenção dos benefícios é essencial para preservar a competitividade do Polo Industrial de Manaus, modelo econômico protegido pela Constituição Federal e considerado estratégico para o desenvolvimento da Amazônia.

Receita Federal rejeita interpretação

Apesar da manifestação da indústria, a Receita Federal concluiu que o benefício de alíquota zero de PIS e Cofins incidente sobre vendas destinadas à Zona Franca não está excluído da redução linear estabelecida pela legislação.

Na prática, isso significa que empresas localizadas fora da região que fornecem mercadorias para a ZFM deixarão de usufruir integralmente da alíquota zero nessas operações, seguindo o entendimento atualmente adotado pelo Fisco.

Impacto para empresas

Especialistas avaliam que a decisão pode aumentar a carga tributária de fornecedores que comercializam produtos destinados às indústrias instaladas em Manaus, elevando custos e influenciando cadeias de produção e abastecimento.

O tema desperta preocupação entre representantes do setor produtivo amazonense, que defendem a manutenção do diferencial competitivo garantido constitucionalmente à Zona Franca de Manaus até 2073.

Debate continua após reforma tributária

A discussão ocorre em meio ao processo de implementação da reforma tributária, que substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS e IPI por novos impostos sobre o consumo, exigindo adaptações nos mecanismos de incentivos fiscais da Zona Franca.

A legislação da reforma prevê instrumentos específicos para preservar a competitividade do modelo econômico amazonense, mas a interpretação sobre o alcance desses benefícios ainda gera debates entre o setor produtivo e a administração tributária.

Setor acompanha possíveis desdobramentos

A expectativa é de que entidades empresariais continuem discutindo o tema junto ao governo federal e às instâncias administrativas e judiciais, buscando maior segurança jurídica para as empresas que operam com a Zona Franca de Manaus.

Enquanto isso, permanece válido o entendimento da Receita Federal, que deverá orientar a aplicação das regras tributárias nas operações envolvendo a ZFM até que haja eventual revisão administrativa ou decisão judicial sobre a matéria.

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