Gastrite: automedicação pode agravar quadro
Sete a cada 10 brasileiros sofre algum tipo de gastrite; veja os riscos da automedicação
A gastrite é uma das condições gastrointestinais mais comuns no Brasil e afeta milhões de pessoas diariamente. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), cerca de sete em cada 10 brasileiros convivem com algum tipo da doença, muitas vezes sem diagnóstico formal.
Dor abdominal, queimação, náuseas e indigestão estão entre os sintomas mais frequentes. No entanto, apesar da alta incidência, a automedicação ainda é um hábito preocupante que pode agravar o quadro.
O que é a gastrite e por que ela é tão comum
A gastrite é caracterizada pela inflamação da mucosa do estômago, podendo ter causas variadas. Entre elas estão o uso prolongado de medicamentos, infecções bacterianas, como a H. pylori, e hábitos alimentares inadequados.
Além disso, fatores como estresse, consumo excessivo de álcool e cafeína também contribuem diretamente para o desenvolvimento da doença. Portanto, o estilo de vida moderno tem forte influência no aumento dos casos.
Automedicação: um risco silencioso
O uso de antiácidos e protetores gástricos sem orientação médica é comum entre brasileiros. Esses medicamentos ajudam a aliviar os sintomas da gastrite, mas não tratam a causa do problema.
De acordo com especialistas, o alívio imediato pode levar à falsa sensação de cura. Assim, o paciente deixa de buscar avaliação médica adequada, o que pode atrasar o diagnóstico de condições mais graves.
Além disso, uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) aponta que nove em cada dez brasileiros se automedicam. Esse comportamento amplia os riscos à saúde, especialmente em casos gastrointestinais.
Uso contínuo de medicamentos exige atenção
Os chamados inibidores da bomba de prótons são frequentemente utilizados no tratamento da gastrite. Apesar de eficazes, o uso prolongado sem necessidade pode trazer efeitos colaterais importantes.
Entre os principais riscos estão a má absorção de nutrientes e a possibilidade de mascarar doenças mais sérias. Portanto, o acompanhamento médico é essencial durante o tratamento.
Sinais de alerta não podem ser ignorados
Alguns sintomas exigem atenção imediata e não devem ser tratados apenas com medicamentos de venda livre. Entre eles:
- Dor persistente
- Perda de peso sem causa aparente
- Vômitos com sangue
- Fezes escuras
- Dificuldade para engolir
Esses sinais podem indicar complicações mais graves do que a gastrite comum. Dessa forma, procurar atendimento médico é fundamental.
Como prevenir a gastrite
A prevenção da gastrite está diretamente ligada a mudanças no estilo de vida. Pequenas atitudes podem fazer grande diferença na saúde digestiva.
Entre as principais recomendações estão:
- Evitar alimentos gordurosos e condimentados
- Reduzir consumo de álcool e cafeína
- Não fumar
- Controlar o estresse
- Manter horários regulares para refeições
- Evitar longos períodos em jejum
Além disso, o uso consciente de medicamentos e o acompanhamento médico são essenciais para evitar complicações.
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