Ranking nacional coloca Amazonas entre os estados com pior infraestrutura do Brasil
Amazonas aparece entre os piores estados do país em educação e infraestrutura, aponta ranking nacional
Estado ocupa penúltima posição em educação e última colocação em infraestrutura, segundo levantamento de competitividade
O Amazonas voltou a registrar um desempenho preocupante em um dos principais levantamentos sobre competitividade do país. De acordo com um ranking nacional, o estado figura na 26ª posição em educação e ocupa a 27ª e última colocação em infraestrutura, evidenciando desafios históricos que impactam o desenvolvimento econômico e social da região.
O estudo avalia indicadores relacionados à qualidade dos serviços públicos, logística, capital humano, inovação, sustentabilidade, segurança e ambiente de negócios, servindo como referência para políticas públicas e investimentos.
Infraestrutura segue como principal desafio
Na área de infraestrutura, o Amazonas permanece na última posição nacional. Entre os fatores que contribuem para esse desempenho estão a precariedade da malha rodoviária, dificuldades de acesso à energia elétrica, limitações na conectividade, alto custo dos combustíveis e baixa disponibilidade de voos diretos.
Especialistas destacam que essas limitações aumentam os custos logísticos, reduzem a competitividade das empresas e dificultam a atração de novos investimentos para o estado.
Educação também preocupa
O levantamento aponta que o Amazonas aparece entre os estados com pior desempenho no pilar da educação. O resultado considera indicadores ligados à qualidade do ensino, aprendizagem, permanência escolar e formação do capital humano.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura escolar, qualificação de professores, ampliação do acesso à educação e melhoria dos indicadores de desempenho dos estudantes.
Impactos no desenvolvimento
A combinação entre infraestrutura deficiente e baixos indicadores educacionais influencia diretamente a competitividade do Amazonas. Esses fatores afetam a geração de empregos, o crescimento econômico, a produtividade e a capacidade do estado de atrair novos empreendimentos.
Analistas avaliam que políticas públicas voltadas à modernização da logística, expansão da conectividade e fortalecimento da educação básica e profissional são fundamentais para melhorar a posição do Amazonas nos próximos rankings.
Desafios para os próximos anos
Apesar do potencial econômico impulsionado pela Zona Franca de Manaus, pela biodiversidade e pelos recursos naturais, especialistas defendem que o estado precisa avançar em áreas estruturantes para aumentar sua competitividade nacional.
A expectativa é que novos investimentos em infraestrutura, educação e inovação possam contribuir para reduzir as desigualdades regionais e impulsionar o desenvolvimento sustentável do Amazonas.
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