inflação junho 2026 registra menor nível do ano
Preço de alimentos recua, e inflação oficial de junho fica em 0,16%
A inflação junho 2026 apresentou forte desaceleração e fechou em 0,16%, impulsionada principalmente pela queda nos preços dos alimentos. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (10), representa o menor índice mensal desde outubro de 2025 e reforça a tendência de perda de força da inflação no país.
Além disso, o recuo marca a primeira queda nos preços de alimentos desde novembro de 2025, contribuindo diretamente para aliviar o custo de vida das famílias brasileiras.
Inflação perde força pelo quarto mês seguido
A trajetória da inflação junho 2026 confirma um movimento consistente de desaceleração. Em maio, o índice havia registrado 0,58%, indicando uma queda significativa no ritmo de alta dos preços.
No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima do teto da meta do governo (4,5%), porém abaixo dos 4,72% registrados até maio. Portanto, há sinais claros de estabilização, embora o índice ainda permaneça pressionado.
No primeiro semestre, a inflação acumulada chegou a 3,36%.
Alimentos lideram queda e aliviam inflação
O principal destaque da inflação junho 2026 foi o grupo de alimentação e bebidas, que registrou queda de 0,24%, sendo o maior impacto negativo no índice geral.
Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio ficou 0,39% mais barata, configurando a primeira deflação desde novembro de 2025.
Entre os produtos que mais contribuíram para a queda, destacam-se:
- Café moído: -3,72%
- Frutas: -1,58%
- Carnes: -0,64%
- Açaí: -14,41%
- Óleo de soja: -2,78%
- Tomate: -2,02%
Segundo especialistas do IBGE, a redução reflete maior oferta e devolução de altas recentes, especialmente em itens como o tomate.
Habitação pressiona inflação com energia mais cara
Por outro lado, o grupo habitação foi o principal responsável pela alta na inflação junho 2026, com avanço de 0,63%.
A energia elétrica subiu 1,53%, influenciada pela bandeira tarifária amarela e reajustes em diversas capitais. Como resultado, esse item teve o maior impacto positivo no índice do mês.
Transportes: passagens sobem, combustíveis caem
No setor de transportes, houve comportamento misto. Enquanto as passagens aéreas subiram 7,12%, os combustíveis registraram queda média de 0,48%.
Confira as variações:
- Etanol: -3,09%
- Diesel: -1,19%
- Gás veicular: -0,19%
- Gasolina: -0,12%
Assim, a queda dos combustíveis ajudou a conter uma pressão maior sobre a inflação.
Inflação ainda espalhada, mas em desaceleração
O índice de difusão da inflação junho 2026 ficou em 54%, indicando que mais da metade dos produtos e serviços ainda registraram aumento de preços.
Apesar disso, o número é o menor desde outubro de 2025, mostrando redução na disseminação da inflação.
Serviços e preços monitorados desaceleram
Outro fator relevante foi a desaceleração dos preços de serviços, que subiram 0,34%, abaixo dos 0,40% de maio.
Já os preços monitorados, como combustíveis e energia, avançaram 0,29%, também em ritmo menor que no mês anterior.
Inflação segue acima da meta, mas em trajetória de queda
A inflação junho 2026 continua sendo monitorada de perto pelo Banco Central. A meta oficial é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Embora o índice em 12 meses ainda esteja acima do limite, a tendência de desaceleração pode influenciar decisões futuras sobre juros e política monetária.
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